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Agora são 1h26 eu acabei de compor uma canção sem melodia, quando eu aprender tocar violão eu toco para vocês.

   BONECA DE PANO

Flores no cabelo.
Carrossel encantado
em vermelho

A boneca de pano
risonha
No final ninguém sabe
o que sonha
Mas vou descobrir o
caminho que faz o mágico
E criar ilusões na caneta
e no papel
Vou varrer os caquinhos
de vidro que ficam no palco
E tirar uma foto uma foto pelo meu celular

Magnólia não é um simples filme, daquele que tem um vilão, uma introdução, complicação, clímax e desfecho. É uma Obra-Prima recheada de simbolismos e metáforas fortes. Para se ter uma idéia de que Magnólia não é um filme normal: PT Anderson escreveu seu complexo e inovador roteiro baseando-se em canções de sua amiga e cantora Aimee Mann. O filme descreve a vida de nove pessoas que moram nos arredores da Rua Magnólia, que tem suas vidas entrelaçadas num intervalo de tempo de vinte e quatro horas.

Algumas pessoas se assustam ao perceber que Magnólia é um “drama com duração de 03h 08min” está na cara que esse filme é um maior tédio. Mas que viu o filme sabe que não é nenhum pouco cansativo. PT Anderson desenvolve o filme num tipo de ritmo tendo preocupação para que não cause nenhum nó na cabeça do espectador. Vemos o sofrimento do paciente de câncer Earl Partrigde, o sofrimento de sua esposa que se sente culpada pelas suas traições. Conhecemos o Guru do sexo Frank Mackey, que sem saber, é o filho de Earl. Conhecemos Phil Parma, um enfermeiro que cuida de Earl, mas que tem o dever de encontrar Frank, e assim o informar que é o filho de Earl. Há também Jimmy Gator, um apresentador de tevê que comanda um programa de perguntas-e-respostas para crianças-prodígio, e aí conhecemos uma destas crianças: Stanley Spector, filho do arrogante Rick. Logo depois vemos Claudia Gator, filha de Jimmy, e viciada em cocaína e que acaba conhecendo o policial Jim Kurring. E Donnie Smith, um rapaz confuso e homossexual que teve uma infância famosa por ter vencido em um episódio do programa de Gator. Além de várias e várias histórias… E ainda assim, é muito difícil ficar confuso.

Mas esta não é a maior proeza de PT Anderson. Além da ótima edição, e das ótimas interpretações (com exceção de Julianne Moore, não achei ela muito legal), a beleza de Magnólia está nos mínimos detalhes, mas que fazem toda a diferença. Principalmente no final (para quem ainda não viu o filme, não é recomendável que leia a partir deste ponto). Para algumas pessoas que não tem um índice de atenção suficiente para a complexidade do roteiro, acham a chuva de sapos um clímax pior que o ridículo. Mas tudo neste filme tem sentido, inclusive a chuva de sapos.

Não consegui achar legendado no youtube mas VÃO CONSEGUIR BAIXAR OU ALUGAR, INCLUSIVE, DUBLADO. Vejam o trailer

Como manda a tradição, vários jornais, sites e revistas fizeram seus rankings com os melhores livros de 2010. 2666, de Roberto Bolãno, e Verão, de J.M. Coetzee, foram os livros estrangeiros lançados pela Companhia mais citados, e Nada a dizer, de Elvira Vigna, foi o livro nacional de maior destaque.

A Revista BRAVO! elegeu os melhores livros nacionais e internacionais do século 21 (até agora) e doze títulos da Companhia entraram no ranking.

Daniel Benevides e Marta Barbosa, colunistas do UOL, escolheram seus cinco livros favoritos de 2010, enquanto Paulo Ramos, do Blog dos Quadrinhos, fez seu ranking de HQs, e colocou Notas sobre Gaza, de Joe Sacco, no primeiro lugar.

Os leitores do Todoprosa escolheram 2666, de Roberto Bolaño, e O único final feliz para uma história de amor é um acidente, de J.P. Cuenca, como o melhor livro estrangeiro e o melhor livro nacional de 2010, respectivamente.

O GloboNews perguntou a dez jornalistas, escritores e críticos literários quais foram os melhores livros da década, e eles mencionaram A arte de produzir efeito sem causa (Lourenço Mutarelli), As intermitências da morte (José Saramago) e Reparação (Ian McEwan), entre outros.

A revista Veja, além de 2666 e Verão, mencionou Freedom, de Jonathan Franzen, e The immortal life of Henrietta Lacks, de Rebecca Skloot, entre os melhores lançamentos do ano. Ambos têm lançamento previsto para o 1º semestre de 2011 pela Companhia das Letras.

O jornal O Globo também fez seu ranking de 10 livros, e na lista aparece Passageiro do fim do dia, de Rubens Figueiredo, entre outros da editora.

A Folha colocou A máquina de Joseph Walser, de Gonçalo M. Tavares, e Memória de elefante, de Caeto, entre os melhores do ano, e pergunta em seu site a opinião dos leitores sobre o melhor livro nacional e estrangeiro.

No Caderno 2 do Estadão, Antonio Gonçalves Filho afirmou que Verão, de J.M. Coetzee foi o livro do ano, mas também lembrou de A ponte – vida e ascensão de Barack Obama (David Remnick) e Felicidade demais (Alice Munro), e dos brasileiros Sinuca embaixo d’água (Carol Bensimon) e Nada a dizer (Elvira Vigna), entre outros.

Telio Navega, do Gibizada, reuniu a opinião de 20 pessoas sobre os melhores quadrinhos de 2010, e Cachalote (Daniel Galera e Rafael Coutinho), Notas sobre Gaza (Joe Sacco) e Bordados (Marjane Satrapi) entraram no top 10 final.

E para você, leitor do blog, quais foram seus livros favoritos de 2010?

Marcelino Freire é escritor de diversos livros, principalmente de contos, como “Angu de Sangue” (Ateliê, 2000), “BaléRalé” (2003) e “Contos Negreiros” (Record, 2006), este último vencedor do Prêmio Jabuti. Criou o próprio selo, eraOdito, pelo qual publicou livros gratuitos de Moacyr Scliar, Glauco Mattoso e Manoel de Barros, e a antologia “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século” (parceria com Atêlie Editorial, 2004). Organiza anualmente em São Paulo a Balada Literária, evento que mistura mesas de debates e lançamentos de livros com festas em bares do bairro Vila Madalena. É um dos escritores mais influentes da chamada Geração 90. Nasceu em Sertânia (PE) em 20 de março de 1967, mas vive em São Paulo desde 1991.

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